Viajando

Blogueiro tira férias?

Isso não importa, estou é vadiando viajando por aí. Depois de passar esse tempo sem postar por aqui, fiquei cabisbaixo. Brincadeira, fiquei não. Mas precisava voltar.

Antes logo, trocar esse template, ou de endereço eletrônico? Vamos que vamos que nesse ano é só novidade.

Depois do intenso desgaste financeiro devido às festividades da formatura, começo agora de bolso vazio a tomar novos caminhos. Independente disso, estou viajando.
Estou neste momento vadiando em Vilhena, curtindo um pouco com meu irmão & cia.


Viajar por Rondônia é algo que sempre fiz. Desde pequeno até parece que sou gente grande estou acostumado a pegar o busão e cair interior adentro. Assim dentro do ônibus acaba que escutamos histórias das cidades, fofocas insanas e piadinhas ridículas. Tudo em prol do tédio de ficar infurnado numa poltrona dividindo espaço com alguém que você nunca viu e escutando aquela criança chorar enquanto tem sempre alguém falando no celular, quando próximo a uma cidade, com a voz de locutor capaz de ser escutada do início das poltronas até a rabeta do ônibus. "Tudo tem seu preço" já dizia o Véio do Porto.
Assim passei minhas 11 horas e meia do domingo de Porto Velho até Vilhena.

Fatos desse sacrifício dessa vaigem:

- Compra da passagem. Fui fazer uma cotação de preços e escolher a melhor empresa pelo custo/benefício. Assim me deparei com preços variados, sendo que o menor é x e o maior 2x, ou seja, o dobro em relação ao mais barato. Não fui no mais barato e nem no mais caro, mas economizar em compra de passagens nas viagens nem sempre é o melhor a se fazer. Ficar muito tempo dentro do ônibus é cansativo e vale o conforto, ou seja, desembolsar um pouco mais vale a pena. Só vai saber disso no meio da viagem quando começar a se xingar. O ônibus que eu peguei vai até Minas Gerais, ainda bem que eu fiquei em Rondônia mesmo.

- Poltrona 11, na janela, onde fiquei hospedado sentado. Pensei logo que seria uma viagem tranquila, quando, de repente, o primeiro buraco no asfalto é atropelado pelo ônibus e... a jenela começa a bater. Subiu o sangue na cabeça com aquele bate bate, por fim, cheguei ao destino com o bate bate infernal na orelha.

- Cata osso. Isso aí, esse é o nome do ônibus que para em todos os lugares, não precisa ser na rodoviária. Esse apelido carinhoso acabei aprendendo em outra viagem ao mesmo local, quando experiência compensadora. Para o Cata Osso parar bastava erguer a mão na beira da estrada, tratar com o motorista o destino e pronto, mais um membro para se integrar a nós. Por sorte, tivemos três incríveis corajosos que se atreveram a arriscar essas paradas. Já estava vendo a hora do motorista e o possível passageiro serem linchados pelos "moradores" do ônibus.

- Paradas obrigatórias e descidas obrigatórias. Era parar nas rodoviárias que desciam uma mole de passageiros, sempre os mesmo, com a desculpa de espichar as pernas. Ou seja, eram sempre eles que atrasavam de 5 a 10 minutos toda parada obrigatória nas rodoviárias.


- Companheiros de poltrona. Dessa vez pude contar com apenas um, suficiente. Já tive a sorte de sair de Porto Velho e chegar a Vilhena sozinho em duas poltronas, tranquilo e sossegado. Dessa vez contei com um companheiro que subiu em Ouro Preto e me acompanhou até o fim, Vilhena. As pessoas do interior possuem um outro nível de abordagem pessoal, são mais receptivos e gostam de uma boa prosa. Boa não sei bem certo, o negócio é conversar. Era um cara de uns 40 anos, um senhor apaixonado que passou o virada do ano na casa da namorada. Assim falou e falou de seu amor, de suas histórias, de suas aventuras. Sobrou até um convite para um forró em Vilhena. Vou na oficina dele marcar isso melhor. Não leiam isso!



Isso não é nada. Ainda tem a questão do banheiro, as crianças, as trocas de motoristas, uma senhora que não parava de falar, a água colocada para gelar no vento do ar condicionado, a parada no posto de abastecimento, tudo isso eu tratando questões pessoais por celular e junto uma saudade interminável que dava forças para unir quem está tão longe.

Fatos para o próximo capítulo.


Posted in Marcadores: , | 2 comentários